A Obesidade Infantil já Atinge Cerca de 10% das Crianças Brasileiras, revela estudo

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De acordo com uma pesquisa realizada em São Paulo, a obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos 20 anos no Brasil. Entre as principais conseqüências, ela cita aumento de casos de diabetes e problemas cardiovasculares, além do aumento dos níveis de colesterol e triglicérides.

Visando a prevenção do aumento da população obesa no país é essencial que se tome por ponto de partida o acompanhamento alimentar rigoroso na infância, mesmo desde o nascimento. A obesidade infantil está relacionada, logo na primeira infância, com o desmame precoce e a utilização de farinhas para “engrossar” o leite das mamadeiras. É recomendável, portanto, que o recém-nascido tome o leite materno até, no mínimo, o sexto mês.

Outro fator é o aumento do consumo, por parte das crianças, de alimentos industrializados do tipo “junk food”, como, por exemplo, salgadinhos em pacote, que possuem elevados teores de sal, colesterol e calorias.

O sedentarismo, devido a muitas horas na frente da televisão, também tem grande influência, pois a diminuição da atividade física leva ao menor gasto energético. A propaganda tem um papel nocivo, pois as crianças são submetidas a um apelo publicitário para que consumam doces e outros alimentos de alto valor energético, mas com poucos nutrientes essenciais para a boa saúde.

É importante que as crianças, já a partir dos 4 ou 6 meses de vida, tenha uma dieta variada, colorida, que possua sabores e texturas diferentes, uma vez que os seus hábitos alimentares serão formados ainda nos seus primeiros anos. Os horários das refeições devem ser bem estabelecidos e que se evite longos períodos sem alimentação.

De acordo com a nutricionista, para que a criança tenha uma alimentação equilibrada, é recomendável que consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:

Reguladores: frutas, verduras e legumes. São as fontes de vitaminas, minerais e fibras;

Energéticos: cereais, pães, macarrão, batata, mandioca, farinhas, etc. Estes são as fontes de carboidrato, que fornecem energia ao organismo.

Construtores: são ricos em proteínas, cálcio e ferro e compreendem as carnes de vaca e frango, peixes, ovos, leite e derivados e as leguminosas como os feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja, etc.

É recomendado ainda que se aumente o nível de atividade física da criança, que se diminua os alimentos gordurosos, excluindo as frituras do seu cardápio e utilizando pouco óleo na preparação dos alimentos. Os refrescos artificiais e os refrigerantes devem ser trocados por sucos naturais de frutas.

Em crianças que já sofrem com a obesidade, sugere-se uma educação nutricional, e não uma dieta, para que os resultados sejam de longo prazo. Do mesmo modo, é importante que a família também siga as mesmas normas alimentares.

Fonte: Revista Boa Saúde

 

 

 

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