Mulheres têm mais insônia

Dá para entender por que muita gente fala que São Paulo é a cidade que nunca dorme: 45% das pessoas que vivem nela têm dificuldade para pegar no sono, sendo que 15% têm o diagnóstico de insônia, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Demorar para pregar o olho não é o único obstáculo para quem sofre do problema. “A dificuldade para manter o sono a noite inteira e a sensação de acordar cansada e passar todo o dia seguinte irritada e improdutiva também são características do distúrbio”, fala a neurologista Rosa Hasan, do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia.

As mulheres são vítimas em potencial – pelo menos aquelas que correm o dia inteiro para se dividir entre várias tarefas e, com isso, acabam sacrificando o descanso. Fadiga, falhas de memória, falta de ânimo para o trabalho e para o lazer e quilinhos a mais (veja em Menos Calorias, nesta edição) são alguns dos estragos que as noites maldormidas fazem com você. Mas o efeito cumulativo do sono ruim representa perigo para a saúde, pois está associado a mais risco de doenças do coração, obesidade, diabetes e hipertensão. Quem vive estressada tem mais probabilidade de ter insônia em algum momento da vida, mas esse não é o único gatilho do problema. Veja o que pode estar atrapalhando o seu repouso e o que você pode fazer para voltar a dormir com os anjos. 

Os problemas

▼ STRESS O estilo de vida acelerado, cheio de prazos e preocupações, é o grande vilão da insônia – e o que a faz ser um problema típico das grandes cidades. Mas tudo o que gera tensão e ansiedade influencia a qualidade do repouso, seja a conquista de um prêmio, uma mudança de emprego ou o fim de um relacionamento. A explicação está nos hormônios: o cortisol, além de ter a função de deixar você alerta em situações de stress, diminui os níveis cerebrais de serotonina, que dá a sensação de relaxamento e bem-estar, e, por sua vez, regula a liberação da melatonina, que é o hormônio indutor do sono. 

▼ DIETA ERRADA Comer demais ou alimentos pesados antes de ir para a cama é um convite à insônia. À noite, o metabolismo está mais lento e a digestão mais demorada, o que pode deixar você com a sensação de estufamento ou provocar refluxo e atrapalhar a chegada do sono. Café, chá preto, guaraná e chocolate também são proibidos pelos menos cinco horas antes de dormir, pois contêm substâncias que excitam o sistema nervoso. Um erro comum é tomar um drinque para relaxar: com exceção de uma dose pequena (vinho, de preferência), o álcool até pode fazer você apagar, mas deixa o repouso superficial e entrecortado.

▼ AMBIENTE INADEQUADO Em quarto iluminado, barulhento, com colchão e travesseiro desconfortáveis não tem sono que resista. A melatonina, que induz e mantém o sono, é secretada pelo organismo a partir do meio da noite e bloqueada quando você se expõe à luminosidade – seja de lâmpadas, do sol, da televisão ou do rádio-relógio. Ambiente abafado ou frio demais também é inimigo do sono gostoso: é que o corpo, focado na tarefa de manter a temperatura, não consegue descansar.

▼ DOENÇAS A insônia não só pode desencadear outro problema de saúde, como falamos antes, como indicar que algo não vai bem em alguma parte do seu corpo e você não reparou. Fibromialgia, distúrbios da tireoide, asma e depressão se manifestam também por meio da dificuldade de pegar no sono. Daí a importância de você não subestimar o problema e procurar ajuda quando a insônia persistir.

Fonte: Revista Boa Forma

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